Casamento religioso ou ecumênico ?

Entenda os aspectos psicológicos envolvidos na escolha da cerimônia.

Os preparativos começaram e, para muitos noivos, logo se apresenta a questão: como será a cerimônia?

Religiosa? Ecumênica? Quem será o celebrante?

Para alguns, a questão é simples de ser resolvida. Se ambos são da mesma religião ou não têm religião alguma, fica fácil decidir. No entanto, quando ocorrem divergências religiosas entre eles ou suas famílias, ou até mesmo quando não estão seguros de suas próprias crenças, a questão pode se tornar bastante conturbada.

É então que frequentemente se misturam vontades, anseios e dúvidas. Os noivos começam a colocar vários fatores na balança e, nesse momento, é natural que cada um reflita sobre a própria espiritualidade, buscando dentro de si o que é realmente essencial neste sentido.

O casamento é uma das maiores mudanças na biografia de uma pessoa e, por estar historicamente associado à religião, pode despertar reflexões profundas acerca das crenças de cada um, e isto pode gerar conflitos tanto internos como externos. O próprio rito do casamento, seja como for, é repleto de simbologia, refletindo a necessidade humana de simbolizar momentos importantes e cruciais da vida. A grande dúvida de muitos casais é se essa simbologia deve envolver religião ou não.

É evidente que muitos conflitos surgem devido às divergências religiosas entre os noivos e até mesmo entres seus pais. Neste sentido, é necessário nutrir consciência, diálogo e muito respeito para se chegar a um denominador comum satisfatório para todos. Além disso, é fundamental que os noivos consigam ser fiéis às suas motivações mais profundas ao invés de tomarem uma decisão simplesmente para agradar outras pessoas envolvidas. Afinal, este é o momento deles, e um dos mais marcantes da vida.

Por outro lado, é preciso ter tato para lidar com as frustrações que podem surgir, principalmente por parte dos pais, que podem ter dificuldade em aceitar a decisão dos filhos caso esta seja diferente do que idealizaram. Neste caso, o diálogo franco, paciente e amoroso é o melhor remédio. Mais cedo ou mais tarde, eles entenderão que esta escolha é íntima e pertence somente aos futuros cônjuges.

Felizmente, hoje em dia as possibilidades são vastas e é relativamente fácil encontrar uma opção que agrade a todos. Há aqueles que optam por “misturar” duas religiões diferentes em uma mesma cerimônia, onde cada representante fica responsável por uma passagem do ritual de casamento. Outros preferem deixar a religião de lado para solucionar os conflitos e celebrar o que de fato é essencial: o amor, a união e a família que irá nascer. Neste caso, a cerimônia é denominada ecumênica e, em vez de um representante religioso, há um celebrante ou “juiz de paz” que realiza o ritual. Atualmente muitos casais escolhem até mesmo amigos ou uma pessoa especial para ambos os noivos para celebrar.

Existe também a possibilidade de realizarem duas cerimônias, cada uma de uma religião, ou uma ecumênica e uma religiosa. Por outro lado, há aqueles que consideram a possibilidade de se converter para a religião do outro, o que exige muita autorreflexão, além de sinceridade consigo mesmo e com o parceiro. Neste caso, os noivos devem levar em conta que crenças religiosas são altamente individuais e que ser levado por uma influência superficial pode resultar em uma grande frustração no futuro.

Uma opção recente e muito interessante é a União Holística, realizada por um terapeuta celebrante. É uma cerimônia sem cunho religioso, mas que se baseia na união energética e espiritual do casal. O rito envolve os cinco elementos da natureza (Água, Ar, Terra, Fogo e Éter) e geralmente é precedido de uma preparação terapêutica com os noivos. De dois a três meses antes da união, eles passam por rituais com cristais, sons, aromas, meditação, relaxamento, entre outras técnicas próprias da terapia holística. Este preparo visa equilibrá-los emocionalmente nesse momento de agitação interna e externa, além de proporcionar autoconhecimento, sensibilidade e harmonia para o grande dia.

 

Seja qual for a escolha do casal, é recomendável que seja feita a partir de reflexões profundas e diálogo aberto. Vale a pena enfrentar medos e inseguranças a fim de explorar todas as possibilidades e encontrar aquela que acalma e alegra os corações dos noivos. Nada de economizar tempo e energia na hora de tomar esta decisão. Converse e reflita o quanto precisar para amadurecer as ideias e ter segurança do que realmente quer. Conecte-se com sua intuição, seja meditando, caminhando ou fazendo aquilo que mais lhe dá prazer, e então consulte seu eu mais profundo, ele saberá o que fazer.

 

 

Vivian Galina é Coach e Terapeuta Transpessoal credenciada pelo CRT/SP 50.643. Faz parte da equipe da Engenharia de Habilidades, empresa santista de treinamento e desenvolvimento humano. Possui formação em Terapia Transpessoal pela Escuela Española de Desarrollo Transpersonal (EDT-Madrid). Graduada em Comunicação Social, tem nove anos de experiência nesta área e uma trajetória que inclui o empreendedorismo. É facilitadora de treinamentos e atua como pesquisadora na área de Saúde Mental.

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